sexta-feira, 25 de agosto de 2017
sábado, 8 de março de 2014
Breviário de viagens - a 7ª das 7 maravilhas.
Não foi uma viagem; nem um local; nem um momento: é uma coisa. Não uma qualquer - uma bomba. Não calórica, ou de deflagração, ou sexual, como eu!
É uma bomba mecânica fruto da mais elevada engenharia do ramo e que elevou o conceito "radical" a patamares nunca vistos. Ou, pensados; ou, imaginados; nem sentidos - antes, sentados.
E pertenceu ao Rei do Rock, Elves Presli de seu nome, cançonetista francês e de quem sou parente, ainda que remotamente, por via de uma tia que era porteira em Paris.
Todas as palavras são demasia.
Quanta gaja o Rei não há de ter comido no banco traseiro!
Breviário de viagens - a 6ª das 7 maravilhas
Em plena Serra da Marmota, no sudoeste alentejano, erguida por de entre as longas planícies que erram de encontro ao centro da península Ibérica, fica a aldeia do Serrolho, freguesia da Bemparida, no concelho de Alcobendas da Ribeira. Outrora entreposto comercial, e paragem obrigatória do trafêgo - legal e ilegal - vindo da vizinha Galiza, Serrolho alcandorou-se a farol cultural de todo o interior alentejano por via da prestimosa, e futurista, colaboração de Eneias Vasconcelos, rico homem de negócios que fez fortuna no Brasil, comerciando produtos derivados da borracha e do açucar, e que nos anos findos da década de 70 do séc. passado regressou à sua terra natal para, a partir da modesta casa que edificou de raíz para passar os últimos anos de vida, dinamizar todo o concelho com a abertura de centenas de mini-micro pequenos pontos de venda a retalho das mercadorias que chegavam do norte industrial. Infelizmente, Serrolho, hoje em dia, não passa de uma pequena aldeia quase abandonada, aonde persistem meia dúzia de seres viventes, incluindo cães, gatos e galinhas, saudosos dos tempos anteriores à abertura do supermercado LIDL, em Marrajazes, no concelho vizinho de Marculentas de Cima.
A modesta habitação mandada construir por Eneias Vasconcelos; hoje, encontra-se em ruínas e ao abandono
domingo, 23 de fevereiro de 2014
- adenda ao post anterior
Para quem queira estabelecer um percurso de acesso ao topo, e em complemento à informação anterior, anexo, para memória visual, a única dificuldade encontrada no trilho que indiquei.
A ponte suspensa permite transpor uma vertical de quase 5 km! Só para duros e não recomendável a corações sensíveis!
A ponte suspensa permite transpor uma vertical de quase 5 km! Só para duros e não recomendável a corações sensíveis!
Breviário de viagens - a 5ª das 7 maravilhas
O topo do mundo não é o que se pensa: não é duro; não é perigoso, não é inacessível! O topo do mundo é de todos - de todos que a ele queiram chegar.
Sempre que lá vou, e posso afirmar que este ano cumprirei a minha 16º escalada do Everest, faço-o sem dificuldades de maior e, em 2 dias e uma noite, chego ao topo sem prescindir de comodidade alguma: roupa lavada, refeições rápidas e um par de meias seco.
O segredo, perguntar-me-ão; e eu respondo - ir no verão e escolher a vertente Este para escalar: a única dificuldade que apresenta é transposição de um vale através de uma ponte suspensa.
Depois, é só chegar ao topo, sacar da botija do gás, aquecer o café e ficar refastelado a apreciar a paisagem enquanto se espera pelo pôr-do-sol.
Vista do topo do mundo; Portugal, fica para a esquerda.
Breviário de viagens - a 4ª das 7 maravilhas
A febre do ouro e a corrupção dos valores da diginidade humana. No Klondike, assisti à desmesurada ambição da riqueza que tolhe o mais simples raciocínio humano, o mais elementar dos gestos de misericórdia pelo semelhante e avilta até à indignidade o mais probo dos homens.
As ruínas deixadas para trás são, também elas, escombros dos homens que lá ficaram, caídos, atraídos pelo canto da sereia e pelo brilho assassino do vil metal.
Urge a denúncia: a responsabilidade toda ao Tio Patinhas!
Uma casa abandonada num campo mineiro do Klondike.
sábado, 22 de fevereiro de 2014
Breviário de viagens - a 3ª das maravilhas
Mandada edificar pelo sobrinho de Napoleão Bonaparte, Josué Mallcumpry, para celebrar o nascimento do seu herdeiro varão, Pierre Bastellett, 30 anos mais tarde responsável pelo cerco ao Chateu D'Aix, na Bretanha e que durou quase 15 anos, local onde se encontrava refugiado Lord Parker, arquiduque da Cornualha e primo em 2º grau de D. João II, por via do casamento de sua filha primogénita, Annele, com o duque de Palmela e Azeitão, D. Henrique de Morais, a Tour des Clérigus é o mais claro exemplo da corrente artística denominada Neo-decandentismo, com início nas planícies da estepe russa e chegada à Europa por via da influência berbére tardia. Hoje em dia, ao contrário do local em que inicialmente foi construída, perto da confluência dos rios Hergé e Boncriatt que vão desaguar ao Rio Tamisa, no extremo sul de Besançon, este monumento declarado património da Humanidade em 1999 encontra-se na aldeia de Marijoux, a leste de París, para onde foi trasladado em 2005 e serve, hoje, os propósitos de câmara municipal do condado de Perpegnon.
3 - Tour des Clerigus, Marijoux.
Subscrever:
Comentários (Atom)

