sábado, 2 de julho de 2011

MOMENTO DE ELEVADA INTENSIDADE CULTURAL

DOS LIVROS
"O nome de sapateiro está a sumir-se. Já muitos de menoscabado oficio se denominam artistas de artes correlativas...dos pés. Dos indivíduos cultos, que os metem nestas andanças e chibanças, deviam eles chamar-se não sapateiros, mas ferradores."
"Agulha em Palheiro" - Camilo Castelo Branco
Ed.Parceria A.M.Pereira Lda., 11ª ed., pág. 137

DA ESPANHA

segunda-feira, 27 de junho de 2011

APETECE-ME ISTO!


São uns sinhores!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

DIA DO CAMÕES

Dia da Raça, da traça, ou da junta da colaça.
Vem o Manel, o Alfredo e o Vilaça,
a tartaruga e a sua carapaça;

a perdiz, que é de caça,
vem do mosteiro de Alcobaça



que,
quem por lá passa,
e não há quem o não faça,
traz pêssego ou uva passa



comprados ao desbarato na praça,
mais o vinho a murraça.

Ergamos, então, a taça
e brindemos à puta da raça.






É PÁ, JÁ ME ESQUECIA!



Amanhã, antes da hora do jantar, faço o discurso.

HOJE É DIA DO PAÍS PORTUGAL! VIVA!





segunda-feira, 9 de maio de 2011

domingo, 8 de maio de 2011

DOS LIVROS

"Dali até o povo, em cada linha da rampa, os pobres eram mais que o cisco. Assentes sobre taleigas, os surdo-mudos pareciam marcos de baliza à espera que os distribuíssem pelos campos; já os entrevadinhos tinham avantado para o meio da estrada, sobre os cotos das mãos ou as pernas engatinhadas, algumas secas como cabos da faca, e deitavam a lamúria:
-Ó meus ricos senhores, dai a esmola ao aleijadinho! Olhaide para a minha triste sorte!
Outros, no meio de mondongos, punham ao léu chagas cancerosas, mais roxas que as do santo Cristo, e charqueiros de putreia onde bichos reboludos, de cinta branca, e a mosca vareja vasculhavam. E berravam que o céu tremia:
-Ó almas caridosas, dai cinco reisinhos ao desinfeliz!
Os ceguinhos de nascença, de olhos vidrados, gemiam uma cantilena lenta e interminável como a noite que os envolvia:
-Pela luz dos vossos olhos dai uma esmola ao ceguinho! E os entrevados e enfezados, de cabeça de alambique e corpo menineiro, em caixas de petroline ou canastras de sardinha, ao lado de matulões barbaçudos, estendiam a mão, a guinchar:
-Oh! tende dó, deixai uma esmola ao desgraçadinho!
Atrás deles, aqui e além, a dois tanganhos, a paanela do badulaque fervia; e, no vapor, passava a olha do pespé rançoso, colhido em porta responsada a Sant'António.
-Por alminha de quem lá tendes, ò meus ricos senhores!
Aquele tinha o carão roído dum cancro e dava vómitos olhá-lo; uma mulher vergava a cabeça debaixo dum lobinho, nascido no pescoço, e tão grande era que parecia trazer às costas uma badana pelada. E a sua voz arremedava o ladrar dos cães:
-Ponde aqui os olhos, ó gente que passais! Por alma dos vossos avós, dai a esmolinha!
Jesus! um homem não tinha pernas nem traseiro, e, fixe sobre uma tábua, parecia enterrado de estaca. Mais além, um monstro, com a boca rasgada até às orelhas e sem nariz e sem dentes, era mais temível que a morte negra. E a fenda rubra gemia:
-Ó santinhos de Nosso Senhor, tende piedade! Dai cinco rèisinhos!
-Seja pelo amor de Deus!-murmurou Glórinhas.- Há cada espelho pelo mundo!...
-Levam vida regalada - disse a Zabana. - Não precisam de trabalhar.
-Deus do céu! eu antes queria andar de rastos como a cobra!"
"Terras do demo" - Aquilino Ribeiro
Ed. Bertrand, 1974, pág. 282/283

A VINGANÇA SERVE-SE FRIA


Tomem lá, finlandeses do catano!

domingo, 24 de abril de 2011

DOS LIVROS

ISTO NÃO É NADA DE NOVO; SÃO HÁBITOS HÁ MUITO FEITOS NORMA

"O que era Portugal nos ultimos annos do regimen monarchico todos os sabem. Por triste experiência própria, todos nós o sabemos. Era um paiz a saque. Os cofres públicos, como o tonel mythológico das Danaides, constituiam um sorvedouro sem fundo que absorvia, com indescriptível voracidade, o producto do trabalho sagrado do povo. Havia, de um lado o contribuinte, do outro, o comilão. Era o quadro tão symbolico e tão bem observado que Eduardo Schwalbach nos apresentou na Feira do Diabo: dois irmãos, um dos quaes economisa e trabalha sem descanço, ao passo que o outro esbanja e engorda constantemente.
O povo pagava. Os pobres e os miseráveis, os que moirejam de sol a sol para garantir á família o pão quotidiano, cumpriam á risca os seus deveres cívicos.
Quanto aos opulentos, viviam como senhores feudaes na impunidade de todos os seus crimes, accumulavam empregos e honrarias, compromettiam o paiz em ruinosas negociatas, e erguiam a figura do rei acima de todas as cabeças, exhibindo-a como uma ameaça contra todo aquelle que ousasse atacar-lhes o prestígio."
"Como triunphou a Republica"-Hermano Neves
Empreza Liberdade, 1910; pag. 21
Ed. Fac-símille Letra Livre, 2010

terça-feira, 8 de março de 2011

DOS LIVROS

"-Mas pulou no cangote do zebu?
- Que óte! Que ú!...Você acredita que ela não teve coragem?! Naquela hora, nem o capeta não era gente de chegar no guzerá velho-de-guerra. Nem toureiro afamado, nem vaqueiro bom, Mulatinho Campista, Viriato mais Salathiel, coisa nenhuma...E, quem chegasse, era só mesmo por ter vontade de morrer suicidado sem querer...
- Ixe!
- Mas o Calandu cada vez ia ficando mais enjerizado e mais maluco, ensaiando para ficar doido, chamando a onça para o largo e xingando todo nome feio que tem. Aquilo, eu fui bobeando de espiar tanto para ele, como que nunca eu não tinha visto o zebu tão grandalhão assim! A corcunda ia até lá em baixo, no lombo, e, na volta, passava do lugar seu dela e vinha pôr capéu na testa do bichão. Cruz! E até a lua começou a alumiar o Calundu mais do que as outras coisas, por respeito...
- Eu estou quase não acreditando mais, Raymundão...
- Bom, pode ter sido também uma visão minha, não duvido nada...Mas, então foi que eu fiquei sabendo que tem também anjo-da-guarda de onça!..."
"Sagarana" - João Guimarães Rosa
Ed. Nova Fronteira, págs. 36/37

sábado, 5 de março de 2011

COMITÉ OLÍMPICO INTERNACIONAL

Em prova disputada hoje, o ex-campeão mundial de mau hálito bateu por 3 décimas de segundo o ex-campeão mundial de chulé, na categoria 100 arrotos barreiras, sagrando-se, deste modo, campeão dos badalhocos.
Em 3º lugar, ficou o campeão europeu de sêlos nas "trousses" com um novo recorde pessoal de 54 dias e 17 horas.
O representante nacional não chegou ao fim da prova, pois cagou-se em diarreia pelas pernas abaixo, sendo obrigado a desistir.
A cerimónia oficial de entrega das medalhas está marcada para amanhã, às 15:00h, nos WC's da Estação de S. Bento.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

APRENDIZ DE ZANDINGA



O apocalipse está próximo e só os adaptados resistirão!
Naquilo que me diz respeito, vou treinando assíduamente na regeneração das minhas guelras; já fomos peixes, é fácil!
Não digam que não avisei!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

ESTAVA LÁ ESCRITO E NINGUÉM LEU

Mas ainda ninguém percebeu que a confusão no Egipto foi maldição do Faraó?

Ninguém?

Anda tudo a dormir, ou quê!?

Já ouviram falar em INDIANA JONES? Diz-vos alguma coisa?

Dahhhhhh!!!!!!!



Enstruam-se!, que a engnorância é crime!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

OUVI NO METRO.

" O que vale é que não tenho ninguém em casa. Tenho um gato, sózinho!"

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

É A OUTRA LÍNGUA, PÁ!

"L que bou a cuntar fui-me dito por un belhico, tenerie you por ende ua dúzia d'anhos i, nesse tiempo, inda nun sabie screbir. Al bielho dou-le l tabardilho lougo ne l eimbierno a seguir. La mai desse bielho inda bibiu an Arenal algun tiempo, mas el ya nun coinciu la tierra. Dezie que l tiempo, a las bezes, dá ua buolta cumo ua campana i las pessonas yá nun son las mesmas, Datrás habie muitos lugaricos que zaparecien. Arenal era un desses lugaricos, perdidos nua buolta de l tiempo."

"Las cuntas de Tiu Jouquin" - Francisco Niebro
Ed. Campo das Letras, pág. 39

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

DOS LIVROS

"E logo do cavalo cai, terrivelmente morto!"
Sendo assim....
"O coração transido dos mouros" - Francisco Duarte Mangas
Ed. Teorema, pág. 41

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

OUVI NO METRO!

"Estás a olhar, Maria Mafalda?"

sábado, 8 de janeiro de 2011

ANO NOBO!

Saímos de 2010?
ou, entramos em 2011?
nunca mais vai haver outro 2010, pois não?



Bolas!
Ando confuso!