domingo, 7 de novembro de 2010

CONTAS QUE A VIDA TECE.



Encontrei um amigo que não via, talvez, há uns 30 anos: o avô da Heidi.

Mais velho e acabado mas, ainda assim, pareceu-me o amigo que deixei para trás, quase perdido nas brumas do tempo.
O feliz reencontro com alguém que faz parte da nossa vida; que não sendo da família, é como se fosse nosso pai, nosso mentor, nosso guia espiritual.

É o exultar festivo e ruidoso da criancice, da majestosa inocência do algodão-doce e a perenidade do sonho feito realidade.

Tudo isto com 8 anos!

Menos feliz foi saber novas dos meus queridos amigos de então, que nunca mais vi e, de quem, amiudemente, ouvia falar: a Heidi e o Pedro casaram, logo depois de ele ter vindo da tropa, mas divorciaram-se ao fim de uns anos: violência doméstica, com queixas no tribunal e tudo; a Heidi voltou a casar, dois anos depois, com o Marco, regressado da Argentina e da demanda em busca da mãe. Coitado, que também não teve muita sorte, o rapaz: tanto tempo à procura ( Alzira, acho que era este o nome da senhora - D. Alzira; ou D. Ester! um dos dois, é!) e foi encontrá-la num bordel em Buenos-Aires a dançar tango com marinheiros reformados.
Trabalham os dois, numa bomba da Repsol na N15 e lá vão levando a vidinha. Têm dois putos, um casal.

A Clara morreu, há uns anos, carbonizada no incêndio da roulote onde vivia, agarrada à cadeira de rodas; mas, isto, eu já sabia: havia lido no "JN". Acho que foi um curto-circuíto num cobertor eléctrico!

E é assim, ninguém diga que está bem!
Um destes dias, ligo-lhes para combinarmos uma jantarada com o resto do pessoal: a Maia, o Bana e a Flapy (ena pá!, o que será feito destes dois?), o Vickie, o Misha, e...é pá, tantos e tantos...

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