segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A MULHER NA MODERNA POESIA POPULAR PORTUGUESA - apontamentos para um estudo - I

Revisitando o celebrérrimo "12 graus", posto a 1ª parte de um magnífico estudo por mim desenvolvido, celebrando a mulher na poesia portuguesa e as cambiantes sociais dessa exaltação.

Se quiseres, vamos ao shopping!

Há gajas e gajas.
Há gajas que são mais gajas que as próprias gajas.
E há gajas que são gajas que nem parecem sê-lo.
Por outro lado, há gajas que não são tão gajas quanto as gajas.

Pedro Silva, estudante de filosofia, 19 anos



Do inacessível como uma bela arte

A minha gaja,
Gaja, minha
gaja, a minha.
Minha, a gaja minha
minha minha
gaja minha gaja.

Silva, 25 anos, toxicodependente



Ò mena,

diz-me as horas!

Quim, habitante do Aleixo



E o cão encontrou o osso.

A minha gaja trabalha na Yazaki e faz renda nos tempos livres.
É sexualmente inactiva.
Por isso,
tenho que ir às putas.


É às terças.


No Padrão.

Vitor Lopes, 39 anos, desemprefado da indústria hoteleira

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